- Les news (concerts d'artistes lusophones en France)
- Le 37ème Festival International de la BD d'Angoulême
- Entretien en direct avec Pablo: a banda desenhada em Portugal
- Blogs de musique portugaise
- Le dernier album de Roberto Leal , "Raiç"
Une émission radiophonique sur radio Arc-en-ciel 96.2, le vendredi de 19h00 à 20h30 www.radio-arcenciel.com sur le Net La diversité culturelle de la lusophonie
Une partie de l'équipe de PLURIEL (avec l'ami Eustache) il y a presque 25 ans...
samedi 30 janvier 2010
Emission du 29 janvier 2010
Libellés :
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lundi 25 janvier 2010
Emission du 22 janvier 2010
- Les news: Bonga, Deolinda et Sara Tavares en concert à l'Alhambra, dans le XXème, à Paris en février
- O'questrada: découverte d'un thème musical du groupe
- Livre de Manuel Do Nascimento: La révolution des oeillets au Portugal, chronologie d'un combat pacifique, Ed. de l'Harmattan, Paris, 2009
- Pab en direct de Faro: comes e bebes (festa da chouriça em Querença), pugilato em Alvalade, COCAN 2010 Angola
- Poème de Alexandre O'Neill
PORTUGAL
Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanídeos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há «papo-de-anjo» que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para o meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...
Alexandre O'Neill
Quinze poetas portugueses do Século XX
Selecção de Gastão Cruz
Assírio & Alvim, Lisboa 2004
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dimanche 17 janvier 2010
Emission Pluriel 15 janvier 2010
- Cinéma portugais: 7 films présent au festival Premiers Plans d'Angers 2010
- Rétrospective sur le cinéma de Pedro Costa à la cinémathèque française
- Musique: Dan Dos Santos - Júlio Tomás Monteiro en concert dans des salles parisiennes
- Poésie: " Os poetas" entre nós e as palavras et Manuel Alegre " É preciso um país"
- L'enseignement du Portugais langue maternelle dans certains pays va disparaître
- News culturelles avec Público/Cultura
samedi 16 janvier 2010
mercredi 13 janvier 2010
dimanche 10 janvier 2010
Vozes tristecidas - Kiluange Tiny
Vozes tristecidas,
Vozes que não contam, nem cantam
Vozes que os silêncios calam,
que descansam nas cordas da garganta...
Vozes tristecidas,
Vozes ocas despidas de som,
Vozes mudas que emitem o eco,
Que se desfazem no ar...
Vozes tristecidas,
Vozes que emitem gestos,
Vozes amassadas pelas mãos,
Que fazem tremer os batuques
Vozes tristecidas,
Vozes carregadas de vento,
Vozes sopradas pelos pulmões,
Que o saxofone funga desgostoso...
Vozes tristecidas,
Vozes calcadas pelos dedos,
Vozes que o piano decalca,
Que desafiam o ouvido cansado
Vozes tristecidas,
Vozes mensageiras do tormento,
Vozes que revelam a alma,
Que o sofrimento aprendeu a tocar!
In Pingos de um amanhecer feliz, 2002
Vozes que não contam, nem cantam
Vozes que os silêncios calam,
que descansam nas cordas da garganta...
Vozes tristecidas,
Vozes ocas despidas de som,
Vozes mudas que emitem o eco,
Que se desfazem no ar...
Vozes tristecidas,
Vozes que emitem gestos,
Vozes amassadas pelas mãos,
Que fazem tremer os batuques
Vozes tristecidas,
Vozes carregadas de vento,
Vozes sopradas pelos pulmões,
Que o saxofone funga desgostoso...
Vozes tristecidas,
Vozes calcadas pelos dedos,
Vozes que o piano decalca,
Que desafiam o ouvido cansado
Vozes tristecidas,
Vozes mensageiras do tormento,
Vozes que revelam a alma,
Que o sofrimento aprendeu a tocar!
In Pingos de um amanhecer feliz, 2002
samedi 9 janvier 2010
Emission Pluriel 8 janvier 2010
- Nouvelles du blog de l'émission (avec peut-être de nouveaux contributeurs à venir)
- Album Sueste des Iris
- Album Grafiti de Julio Pereira
- Actualité culturelle au Portugal, avec Publico/Cultura
- Direct avec Pablo et o Sr. Mestre, Directeur da COOPOFA (Faro)
- Dernier numéro de la revue Latitudes/Cahiers lusophones
- News des concerts lusophones en France avec www.luso.fr
mercredi 6 janvier 2010
Sueste, novo album dos IRIS
Estávamos em Julho de 1979, quando um grupo de 4 rapazes, resolveram formar uma banda que
teve como intenção principal, fazer e tocar boa música. Como tantas outras bandas que à altura
proliferavam pelo sul do país, começaram desde logo por actuar nos bailes e em festas um pouco por
todo o Algarve. Assim nasceram os Íris.
30 anos de carreira que se confundem com a história da música ligeira portuguesa, mas que é um
marco incontornável na identificação de uma região. Raros são os que não se recordam, nos anos
idos de 1996, do aparecimento de um tema que se tornou num dos maiores sucessos da banda.
Trazia como maior inovação, a interpretação de música rock cantada com pronúncia algarvia.
"Oh Mãe, Aquêle Moçe Batê-me” uma versão do tema "The House Of The Rising Sun", imortalizada
pelos Animals, foi a canção que mais impacto criou, até hoje, a está banda, mas o sucesso não se
ficou por aqui.
Algumas alterações naturais entre os elementos da banda, por entre altos e baixos na carreira
musical, o facto é que os Íris estiveram sempre presentes, com a sua música, convencendo público e
a critica da qualidade que apresentavam. Exemplo disso mesmo foi a edição de um cd/dvd gravado
ao vivo com a Orquestra de Cordas “Ensemble Petrov”, tornando-os assim na primeira banda rock
portuguesa a gravar ao vivo com uma orquestra de cordas.
Na vanguarda da inovação e na senda da qualidade os Íris regressaram aos estúdios de gravação e
produziram “Sueste” pondo fim a um interregno que durava já 3 anos.
“Sueste” é o resultado de um longo processo de maturação, desde a edição de "A2 Sul", último álbum
de originais em 2003, e ainda do cd/dvd - “IRIS com Ensemble Petrov” de 2006.
Domingos Caetano continua a ser o motor criativo deste projecto de sucesso, não apenas como
cantor e guitarrista, mas assinando igualmente muitos dos 12 temas que compõem o CD. A seu lado
estão Thierry Guerreiro (Bateria e Percussão), Márinho Pires (Baixo e vozes), Rui Machado
(Guitarras) Carlos Guerreiro (Teclas e vozes) e João Ruano (Teclas), contando em alguns dos temas,
com a presença de convidados como Sara Gonçalves, Inês Graça e João Ramos (coros), Nuno
Ferreira e Bruno Romeira (guitarras) e Beto Kalulu (percussão).
Algarve, é terra habituada a conhecer os ventos e seus caprichos, acredita-se que este "Sueste" só
pode trazer boa navegação. Um vento de feição que nos trás a música dos Íris.
TRACKLIST:
IRIS
Sueste
Passos p´rá saída
Como se fora
Sonhando assim
Lendas e estórias
Memórias que me fazem sonhar
Um sonho sem ti
O sorriso do Zé (instrumental)
Em rumo sem destino
Cinderela
O mundo à sorte
Meia culpa
Jocato (instrumental)
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